AJ LEE VS. BECKY LYNCH
A QUARTA LUTA DA WRESTLEMANIA 42:
UMA NOITE, UM PALCO E UMA HISTÓRIA
Las Vegas, Nevada, já sediou alguns
dos eventos de entretenimento mais espetaculares da história humana, mas na
noite de 18 de abril de 2026, o Allegiant Stadium se tornou algo ainda mais
específico: o cenário de uma disputa pelo campeonato há onze anos no aguardo. A
WrestleMania 42 já se encaminhava para ser uma das edições mais completas do
evento principal da WWE nos últimos tempos, e quando a quarta luta da noite
estava prestes a começar, o público já havia sido presenteado com drama, surpresas
e mudanças de título.
Mas nada do que veio antes preparou
totalmente a plateia para o que estava prestes a acontecer quando a música
tocou e duas das personalidades mais marcantes da história do wrestling
feminino se prepararam para resolver um desentendimento profundamente pessoal.
O Campeonato Intercontinental
Feminino estava em jogo. AJ Lee, que havia retornado à WWE após mais de uma
década de ausência, entrou como campeã vigente, tendo conquistado o título no
evento Elimination Chamber em 28 de fevereiro de 2026, em Chicago. Seu reinado
havia durado cinquenta dias, e ela havia defendido aquele título com uma
convicção que lembrou a todos por que ela já foi a mulher mais comentada do
wrestling profissional.
Do outro lado do ringue estava Becky
Lynch, que carregava não apenas ambição, mas algo mais raro e mais perigoso: um
ego ferido buscando reparação no mais alto endereço possível.
Esta não era uma simples disputa de
título. Era o ápice de uma rivalidade que passou por lutas de duplas mistas,
uma colisão no WarGames do Survivor Series e múltiplas ocasiões em que AJ Lee
havia feito Becky Lynch desistir com a Black Widow — sua devastadora
finalização por submissão. Becky Lynch havia chegado à WrestleMania 42 com um
retrospecto de 0 a 3 contra AJ Lee desde o retorno da veterana em setembro, uma
estatística que teria destruído uma competidora menos determinada, mas que
serviu como combustível de foguete para a mulher mais tenaz do elenco. O placar
dizia que AJ Lee dominava esta rivalidade. Mas placares podem ser apagados, e a
WrestleMania é exatamente o tipo de lugar onde carreiras são redefinidas em uma
única noite.
DUAS CARREIRAS, UMA COLISÃO
Para entender por que esta luta
ressoou tão profundamente, é preciso compreender o que cada mulher carregou ao
ringue. A história de AJ Lee é uma das mais incomuns da história da WWE. Ela
estreou no desenvolvimento, abriu caminho para o elenco principal e tornou-se a
campeã das Divas com o reinado mais longo da história durante uma era em que o
wrestling feminino ainda não recebia o respeito de produção e narrativa que
hoje comanda. Ela deixou a empresa em 2015, ficou afastada por mais de uma
década e retornou em setembro de 2025 com uma recepção que confirmou que o
público do wrestling nunca a havia esquecido.
A Black Widow, a entrada saltitante,
a personalidade caótica no ringue e os instintos técnicos afiados ainda estavam
todos lá, intactos e completamente aprimorados pela experiência e pela fome.
Seu retorno não foi um ato de nostalgia disfarçado de jaqueta de couro. Foi uma
reafirmação — uma declaração de que a mulher que partiu em 2015 tinha negócios
inacabados e pretendia terminá-los.
Becky Lynch, por outro lado, nunca
saiu. Ela se tornou uma das maiores estrelas da WWE no final dos anos 2010 ao derrubar
cada teto que a empresa parecia colocar acima dela, e se elevar a cada vez, sua
persona como ‘The Man’ transformou uma tenacidade irlandesa de classe
trabalhadora em uma marca internacional. Mas suas derrotas em 2025 para AJ Lee
haviam introduzido uma fissura na armadura que o público não via há muito
tempo.
Becky Lynch como azarão não era um
conceito novo, mas Becky Lynch como alguém que havia sido forçada a se render,
repetidamente, pela mesma adversária — isso era uma situação diferente e mais
desconfortável. Deu à sua motivação uma crueza que ia além do desejo pelo
campeonato. Ela precisava vencer porque a alternativa — perder para AJ Lee
novamente, no maior palco — era simplesmente inaceitável para sua identidade.
Esse contraste psicológico, mais do
que qualquer histórico de títulos ou registro estatístico, foi o que fez essa
luta parecer importante antes mesmo que um único sino tocasse.
AS ENTRADAS
As entradas da WrestleMania são sua
própria forma de contar histórias, e ambas as mulheres chegaram com cuidado
teatral em 18 de abril.
Becky Lynch veio primeiro, por ser a
desafiante. Sua entrada foi construída em torno de energia da banda The Wonder
Years, introduzindo a música New Lows, (tema de entrada da lutadora) e
movimento para frente — apropriado para um personagem que sempre se definiu por
avançar independentemente da oposição. A multidão respondeu com barulho
substancial, porque mesmo em uma era em que o personagem de Becky havia
desenvolvido bordas moralmente mais cinzentas, sua conexão com o público
permanecia genuína e forte.
A entrada de AJ Lee foi algo
completamente diferente. A campeã chegou não sozinha, mas cercada — liderando
um cortejo de meninas jovens vestidas em versões miniatura de seu icônico
figurino, cada uma carregando uma réplica do cinturão do Campeonato
Intercontinental Feminino. A imagem foi imediatamente icônica, porque capturou
duas coisas ao mesmo tempo: AJ Lee como símbolo para toda uma geração de fãs
que cresceram assistindo a ela, e AJ Lee como campeã que entendia o que o
cinturão que carregava significava além de sua própria carreira. O Allegiant
Stadium reagiu com um calor emocional genuíno, um som com uma frequência
diferente da simples empolgação. Era reconhecimento. Onze anos de espera, e ela
havia finalmente voltado ao maior palco.
O SINO TOCA — BECKY ATACA
Quando a árbitra Jessika Carr mandou
tocar o sino, Becky Lynch não parou para absorver a atmosfera. Ela se moveu
imediatamente, conectando uma combinação de golpes que mandou AJ recuando em
direção às cordas. Os primeiros trinta segundos estabeleceram a dinâmica básica
da luta: Becky iria lutar com urgência e dominância física, enquanto AJ
precisaria usar movimento e cálculo para sobreviver ao ataque inicial.
Becky levou a ação para fora do
ringue rapidamente, onde usou o chão da arena como extensão do campo de
batalha. Em um spot brutal e memorável logo no início, ela içou AJ Lee e a
derrubou com um Fallaway Slam no chão da arena — não na lona acolchoada do ringue,
mas na superfície dura logo fora dele. O impacto foi visual e audível, e
anunciou que Becky havia chegado com um plano: remover o conforto de AJ,
interromper seu ritmo e tornar a luta feia desde o primeiro momento.
AJ Lee não prospera em lutas feias.
Ela prospera em lutas onde inteligência e agilidade podem cortar o caos. Becky
estava tentando eliminar essas ferramentas antes que AJ tivesse a chance de
pegá-las. De volta ao ringue, Becky continuou pressionando. Ela executou um
suplex Back Exploder que arremessou a parte superior do corpo de AJ contra a
lona, tentando uma contagem que AJ quebrou logo após o dois. O comentário notou
que Becky estava fazendo exatamente o que sua preparação havia sido projetada
para produzir — ataque implacável que mantinha AJ Lee permanentemente na
defensiva. A desafiante parecia afiada, focada e completamente disposta a
sacrificar elegância por efetividade.
PRIMEIRO ATO ILEGAL — A TENTATIVA NO
TURNBUCKLE
Menos de dois minutos após o início
da luta, Becky Lynch revelou a extensão de seu desespero. Movendo-se para o
canto mais próximo, ela agarrou a almofada do turnbuckle superior e começou a
puxar, tentando expor o metal desprotegido por baixo — uma tática suja clássica
com potencial para transformar qualquer momento da luta em um decisivo e
perigoso. A multidão reconheceu imediatamente o que ela estava fazendo e
respondeu com vaias. Mas antes que pudesse completar o ato, a árbitra Jessika
Carr apareceu, a flagrou em flagrante e fisicamente recolocou a almofada
enquanto entregava um aviso pontual.
Este momento tinha camadas de
significado. Na superfície, era simplesmente uma tática de vilão sendo
policiada pela árbitra oficial. Mas esta não era apenas qualquer árbitra:
Jessika Carr já havia tido múltiplos confrontos documentados com Becky Lynch em
lutas anteriores envolvendo AJ Lee e Maxxine Dupri, e esses encontros
efetivamente custaram vitórias a Becky antes.
Havia história entre essas duas
mulheres além do título. Carr não era apenas um obstáculo; ela era um
personagem no próprio elenco de apoio da rivalidade, e sua presença como
árbitro designado para esta luta específica adicionou uma subtrama que se tornaria
o motor dramático definidor da luta.
Becky, flagrada e corrigida, recuou.
Mas o público agora entendia que ela havia jogado o regulamento no chão. Esta
luta iria ultrapassar todos os limites disponíveis.
AJ LEE ENCONTRA SEU RITMO
Com Becky temporariamente perturbada
pelo confronto com a árbitra, AJ Lee começou a impor seu próprio estilo ao
confronto. Ela usou a velocidade e o impulso de Becky contra ela mesma — uma
técnica que requer timing preciso e consciência espacial — escorregando para
fora de uma investida e usando a energia de Becky para puxá-la em uma
contra-armadilha. A multidão respondeu a essa mudança imediatamente, porque AJ
no controle parece fundamentalmente diferente de AJ na defensiva. Ela é mais
leve, mais criativa e visualmente imprevisível de uma maneira que faz cada
troca parecer que poderia terminar a qualquer segundo.
Ela subiu à corda superior e lançou
um chute de míssil que conectou diretamente no peito de Becky, derrubando-a e
jogando-a na lona. A contagem rendeu um legítimo dois, e o quase-pinfall
transportou brevemente o público à possibilidade de um fim repentino com
retenção do título. A multidão podia ver isso. A mesa de comentários o notou.
Até Becky, se debatendo para chutar, pareceu surpresa com a rapidez com que a
luta havia virado. Isso é o que um chute de míssil bem executado realiza em uma
luta pelo campeonato: ele lembra a todos que estão assistindo que a campeã é
uma ameaça em todos os momentos, não apenas no final.
AJ pressionou sua vantagem com golpes
precisos, movendo-se pelo ringue e forçando Becky a persegui-la. Uma tapa forte
de AJ conectou claramente, e Becky — que não tolera desrespeito de ninguém —
registrou visivelmente o insulto. Sua expressão mudou de focada para furiosa, o
que é uma transição emocional perigosa para alguém já disposta a trapacear.
BECKY ESCALA — NO CANTO
Becky recuperou o controle por meio
de pura agressividade, empurrando AJ Lee para um canto e desferindo uma série
de pisões pesados em seu peito e abdômen. O ataque foi implacável e intencional
— Becky estava mirando no torso de AJ, tentando comprometer sua capacidade de
respirar durante as finalizações por submissão que AJ quase certamente tentaria
mais tarde na luta. Foi inteligente, brutal e um pouco cruel, o que é
exatamente a combinação que define o personagem de Becky Lynch neste capítulo
particular de sua carreira.
Os pisões continuaram por tempo
suficiente para que Jessika Carr intervisse novamente — desta vez se
posicionando fisicamente entre Lynch e Lee e ordenando que Becky recuasse.
Becky não recuou. As duas mulheres se envolveram em um confronto acalorado no
qual Becky pareceu empurrar ou dar um encontrão na árbitra. O barulho da
multidão aumentou imediatamente. No wrestling profissional, um lutador tocar um
árbitro é um momento carregado porque sinaliza derrota por desclassificação. Ela
não ia ser intimidada, e sua recusa em ceder deu ao segmento sua própria
identidade dramática separada da luta pelo campeonato ocorrendo ao redor.
Esta era a rivalidade entre Becky e
Carr fervendo, e estava acontecendo no pior momento possível para Becky, que
havia acabado de permitir que seu temperamento colocasse sua caçada ao título
em risco.
AJ LEE APLICA O MANHANDLE SLAM
O confronto de Becky com a árbitra a
deixou desprotegida, e AJ Lee a puniu pela falha com eficiência impiedosa. Ela
pegou Becky no momento de distração e executou o Manhandle Slam — a própria
finalização de Becky Lynch — arremessando Becky na lona com a mesma técnica que
Becky havia construído seus reinos de campeonato mais recentes. Usar a própria
finalização de uma adversária contra ela é um dos recursos narrativos mais
satisfatórios do wrestling, porque transforma o arsenal do atacante em uma arma
contra o próprio atacante, e comunica algo específico sobre a inteligência de
AJ Lee: ela não apenas estuda adversárias, ela empresta delas.
A cobertura foi firme. Um. Dois.
Becky Lynch levantou o ombro. Mas o público soltou um suspiro pesado, porque
por uma fração de segundo, a ideia de AJ Lee ter retido o campeonato com a
própria finalização de Becky Lynch era completamente crível. Vídeos de reação e
comentários pós-luta apontaram este quase-pinfall como um dos momentos mais
angustiantes da luta, não apenas pela proximidade de um fim, mas pelo que teria
significado simbolicamente. Derrotar Becky Lynch com o Manhandle Slam teria
sido a pontuação final definitiva de um reinado dominante. Não aconteceu, mas
sua quase-concretização elevou permanentemente o status de AJ na narrativa da
luta.
A BLACK WIDOW — PRIMEIRA APLICAÇÃO
A luta continuou escalando por meio
de uma série de golpes trocados, quase-pinfalls e contra-ataques que mantiveram
o resultado impossível de prever com certeza. Então AJ Lee travou a Black
Widow. A finalização de estrangulamento e torção de ombro que é a arma
definidora de seu retorno já havia forçado Becky Lynch a desistir duas vezes
antes desta noite — no Wrestlepalooza e no Survivor Series 2025. O significado
histórico da finalização sendo aplicada na WrestleMania era enorme. A multidão
entendeu isso. Becky entendeu isso. E o rosto de Becky, retorcido entre dor e
pânico, comunicou que ela entendia exatamente o que estava em jogo.
A finalização estava bem travada.
Carr se abaixou para verificar uma possível desistência. O braço de Becky
pairou. A multidão prendeu a respiração. Este era o momento para o qual todos
haviam estado se construindo — a submissão que havia definido a rivalidade,
agora sendo aplicada no maior palco do wrestling profissional. Becky bateria
pela terceira vez? AJ Lee reteria o campeonato da maneira que parecia mais
poética e mais consistente com tudo que o feudo havia estabelecido?
Não. Becky Lynch alcançou, agarrou o
cabelo de AJ Lee com ambas as mãos e a arrastou para baixo até a lona,
quebrando a finalização por força ilegal. A Black Widow foi liberada. Becky
havia sobrevivido, mas o fez trapaceando da maneira mais transparente e
inegável possível, bem no centro do ringue. Carr chamou o puxão de cabelo, mas
não pôde desqualificar Becky por um único ato ilegal. A luta continuou.
A TENTATIVA DE SHINING WIZARD E O
COUNTER COM POWERBOMB
A luta continuou por trocas
adicionais, com Becky sobrevivendo à fuga da Black Widow e imediatamente
tentando redefinir o ritmo. AJ foi para um Shining Wizard — a joelhada em
corrida em uma adversária abaixada ou ajoelhada — mas Becky contra-atacou com
um powerbomb, arremessando AJ com autoridade e cobrindo-a para um quase-pinfall
que ecoou a intensidade crescente do confronto. Esse contra-ataque foi um ponto
de virada porque demonstrou que Becky ainda era perigosa mesmo enquanto dobrava
as regras e escapava de finalizações por submissão. Ela não havia perdido sua
efetividade atlética; ela simplesmente a havia suplementado com táticas cada
vez mais fortes.
Ambas as mulheres estavam
visivelmente cansadas, o que adicionou textura ao confronto. O desgaste de
trocar esse nível de ataque no ritmo da WrestleMania era visível em seus
movimentos, e essa autenticidade física fez cada sequência restante parecer
mais preciosa. Nenhuma das competidoras estava mais se movendo em velocidade
máxima. Elas estavam se movendo na velocidade de alguém que deu tudo e ainda
está de alguma forma procurando mais.
A SEGUNDA BLACK WIDOW E A FUGA COM
PUXÃO DE CABELO
AJ Lee não havia desistido da Black
Widow. Após o kickout do powerbomb, ela se reagrupou e encontrou seu momento
para aplicar a submissão pela segunda vez. A segunda aplicação veio com ainda
mais contexto do que a primeira, porque ambas as mulheres — e o público — agora
entendiam que o método de fuga de Becky da primeira vez havia sido um único ato
de desespero. Se a Black Widow fosse aplicada uma segunda vez, Becky realmente
poderia usar o mesmo truque novamente?
A finalização foi travada mais uma
vez. Carr estava presente. A multidão reagiu ainda mais alto que na primeira
vez, porque a reaplicação de uma submissão na WrestleMania carrega um peso
próprio — comunica que a campeã não abandonou sua estratégia e ainda acredita
que pode forçar a questão. Becky se contorceu e alcançou. Novamente ela agarrou
o cabelo de AJ Lee e a puxou para a lona, quebrando a finalização da mesma
maneira exata. Foi a mesma solução duas vezes — ilegal, óbvio e eficaz nas duas
ocasiões. A multidão expressou seu desagrado em voz alta, mas desagrado não
muda resultados no wrestling profissional.
A SEGUNDA EXPOSIÇÃO DO TURNBUCKLE
Agora Becky se moveu com calma
deliberada, retornando ao canto e removendo a almofada do turnbuckle pela
segunda vez na luta. Desta vez não havia tentativa de esconder o ato. Ela puxou
a almofada para fora e a jogou para fora do ringue, comprometendo-se totalmente
com um fim que exigiria que o metal exposto desempenhasse um papel. Carr se
moveu em direção ao canto, como havia feito da primeira vez, para lidar com a
situação. Mas Becky estava pronta para isso.
O FINAL
Enquanto AJ Lee avançava em direção
ao canto — provavelmente pretendendo capitalizar a distração momentânea de
Becky, assim como havia feito antes na luta — Becky Lynch alcançou para trás e
agarrou a árbitra Jessika Carr, puxando fisicamente a oficial para o caminho de
AJ. O impulso de AJ a levou diretamente contra Carr em vez de contra Becky. A
árbitra foi lançada para o lado. O ataque de AJ foi neutralizado. Em um único
ato, Becky havia usado a única pessoa no ringue que lhe havia causado mais
problemas durante toda a noite como escudo humano.
Com AJ momentaneamente desorientada
por ter colidido com a árbitra, Becky se moveu por trás dela e enfiou seu rosto
no parafuso do turnbuckle exposto com precisão e propósito. O aço desprotegido
conectou. AJ cambaleou para trás, atordoada, para o centro do ringue. Becky
Lynch a pegou, içou-a e executou o Manhandle Slam — sua finalização definitiva,
entregue com força total, direto na lona. Jessika Carr se recuperou a tempo de
ver a cobertura. Um. Dois. Três. Vencedora e NOVA Campeã Intercontinental
Feminina: Becky Lynch.
O QUE A VITÓRIA SIGNIFICOU
Becky Lynch conquistou o Campeonato
Intercontinental Feminino pela terceira vez em sua carreira. A vitória foi a
primeira contra AJ Lee em toda a rivalidade, encerrando o que havia sido uma
sequência de zero vitórias que se estendia por todos os encontros
significativos desde setembro de 2025. Também veio no palco mais visível
disponível, na WrestleMania, diante de um público com lotação máxima em Las
Vegas, em uma luta que já havia entregado drama suficiente para ser discutida
por semanas. O arco de redenção de Becky Lynch estava completo, pelo menos por
enquanto. Ela havia perseguido AJ Lee implacavelmente, absorvido três derrotas
consecutivas e se recusado a aceitar essas derrotas como declarações
permanentes sobre seu lugar na divisão.
A vitória também carregou um
significado narrativo específico por causa de como aconteceu. Becky não
derrotou AJ Lee de forma limpa. Ela sobreviveu à Black Widow duas vezes por
meio de puxões de cabelo, expôs o turnbuckle duas vezes, usou a árbitra como escudo
físico e trapaceou antes de finalizá-la. Esta não foi a vitória mais limpa na
história da WrestleMania. Mas essa impureza contou sua própria história — a
história de uma mulher tão determinada a reescrever um histórico de derrotas
que estava disposta a dobrar todas as regras disponíveis para alcançar esse
objetivo.
O LEGADO DE AJ LEE NA DERROTA
Para AJ Lee, a derrota não apagou o
que a luta representou. Ela entrou na WrestleMania 42 como Campeã
Intercontinental Feminina, defendeu aquele título no nível de luta principal do
card e se tornou a primeira mulher na história da WWE a defender o Campeonato
Intercontinental Feminino na WrestleMania. Essa distinção pertence a ela
independentemente do resultado final, e coloca seu retorno em um contexto
histórico que nenhum pinfall pode diminuir. Seu reinado de cinquenta dias havia
incluído múltiplas vitórias importantes sobre uma das estrelas modernas mais
reconhecidas da WWE, e a própria luta da WrestleMania demonstrou que suas
capacidades no ringue não foram diminuídas pelos anos longe dos holofotes.
Sua entrada, liderando um grupo de
crianças vestidas à sua imagem, também se tornou um dos momentos visuais mais
comentados da noite. A imagem de AJ Lee retornando à WrestleMania após onze
anos, cercada pela próxima geração de fãs que cresceram ouvindo falar dela de
irmãos mais velhos ou pais, foi um lembrete de que o alcance do wrestling
profissional se estende muito além de sua própria janela de transmissão. Ela
plantou algo naquela noite — um visual, uma memória, um momento — que existirá
nas mentes daquele público de Las Vegas muito depois de o gráfico do campeonato
ter sido atualizado.
A quarta luta da WrestleMania 42
Noite 1 aconteceu entre o Fatal 4-Way pelo Campeonato de Duplas Feminino — que
Brie Bella e Paige venceram — e a luta entre Gunther e Seth Rollins.
Posicionada exatamente no meio do card da noite, cumpriu a função que uma
grande luta pelo campeonato do meio do card deve cumprir: renovar a energia do
público com uma história focada e pessoal, entregar um final satisfatório e
deixar todos na arena prontos para o próximo capítulo.
A história entre AJ Lee e Becky Lynch
não pareceu totalmente encerrada quando o sino final tocou. A vitória de Becky
por meios desonestos preserva a possibilidade de uma revanche com posições
morais invertidas: AJ Lee como a desafiante prejudicada buscando vingança
contra uma campeã que escapou da derrota por meio de trapaças.
AJ Lee retornou à WWE após mais de
uma década e provou que pertencia não apenas em capacidade cerimonial, mas no
ambiente mais competitivo do elenco. Becky Lynch encerrou um capítulo doloroso
de seu histórico de carreira e recuperou um campeonato que havia perdido para
exatamente a mulher que derrotou para recuperá-lo. E o Campeonato
Intercontinental Feminino, ainda um título relativamente novo na hierarquia da
WWE, recebeu sua luta de maior destaque até então — uma que demonstrou
plenamente o tipo de história que aquele cinturão pode ancorar quando são dados
os lutadores certos e o palco certo.
Pronto, acabou o resumo a partir
desta parte é apenas os meus comentários sobre o assunto.
COMENTÁRIOS DE JEFFERSON EDUARDO:
“SOBRE O
COMBATE: UM DOS COMBATES MAIS AGUARDADOS DA WRESTLEMANIA SEM DÚVIDAS FOI ESSE.
TEMOS A PRESENÇA DE DUAS DAS MAIORES ESTRELAS DE DUAS GERAÇÕES QUE IMPACTARAM O
MUNDO. AJ LEE, A DIVA QUE QUEBROU O TETO DE VIDRO, PARA QUE AS OUTRAS DIVAS COM
BECKY LYNCH PUDESSEM SUPERAR O TOPO. GOSTEI MUITO DE COMO A LUTA FOI CONDUZIDA,
ACREDITO QUE TIVEMOS MOMENTOS MARCANTES ENTRE AS DUAS, MESMO JÁ TENDO TRÊS
LUTAS ANTERIORES, MOSTRARAM PERFORMANCE DIGNA DE ‘MAIN EVENT’, MESMO QUE A
DURAÇÃO DA LUTA SEJA DE 08 MINUTOS E 15 SEGUNDOS.
SOBRE O
TÍTULO EM JOGO: IMPOSSÍVEL PENSAR QUE SE TRATA APENAS DE UM TÍTULO SECUNDÁRIO
DA WWE. POIS A LUTA É REALMENTE DAS MELHORES MULHERES QUE ESTÃO NA COMPANHIA, E
NÃO É APENAS EU QUEM DISSE ISSO, OUTRAS PESSOAS DIZEM, OS JORNAIS DIZEM...
BRINCADEIRAS A PARTE, A DIVISÃO FEMININA COM MAIOR NÍVEL DE TALENTO, SEM
DÚVIDAS É A WWE.
SOBRE AS
ENTRADAS DAS LUTADORAS: FOI A MELHOR SURPRESA DA WRESTLEMANIA, TEMOS A BANDA
WONDER YEARS, RESPONSÁVEL PELA MÚSICA DE ENTRADA DE BECKY LYNCH NO PALCO AO
VIVO, ENTREGANDO A PERFORMANCE COM A MÚSICA “NEW LOWS”, QUE EU ACHO INCRÍVEL,
MÚSICA QUE EU USO DE TREINAMENTO / ACADEMIA AQUI NA MINHA CIDADE DE SÃO JOÃO
EVANGELISTA, JUNTO DE ALGUMAS OUTRAS MÚSICAS DA WWE. ME RESPONDE: QUAL SUA
MÚSICA PREFERIDA?
DO LADO DE AJ LEE, TEMOS AS “AJ LEE
MIRINS” APARECENDO PARA ENCANTAR O PÚBLICO, AGORA, SE ESTIVESSE COM A FILHA DA
BECKY LYNCH NO PALCO NESTE MOMENTO, SERIA MÁGICO, JÁ QUE FEZ PARTE DA HISTÓRIA,
AJ LEE É A WRESTLER FAVORITA DE NOSSOS WRESTLERS FAVORITOS, E DA FILHA DE SETH
ROLLINS TAMBÉM.
REALMENTE PASSARAM-SE DEZ LONGOS ANOS
PARA TERMOS O RETORNO DE AJ LEE NO MAIOR PALCO DE TODOS OS TEMPOS E NÃO NOS
DECEPCIONOU EM NADA. MESMO A TROCA DE TÍTULOS FOI BEM FEITA. AGORA TEREMOS
CENAS DO PRÓXIMO CAPITULO, PODERÍAMOS TER ALGUMA ADVERSARIA A ALTURA DA BECKY?
O MAIOR REINADO DE TODOS OS TEMPOS ESTÁ PARA COMEÇAR?”
Eu sou um fã de longa data, e como
acontecia com a maioria das pessoas, não conseguia acompanhar todos os
episódios em sequência, contudo, agora que a Netflix está trazendo para o
Brasil (com a incrível novidade de estar no idioma original), posso acompanhar
todos os episódios e usarei este espaço para comentar sobre os mesmos. Prometo
melhorar com os próximos. E gostaria do retorno de vocês para comentar e interagir,
pois foi para isso que criei esse site.
Meu nome é Jefferson Eduardo da Silva
Nunes, este é o meu espaço criado de fã para fã, através da plataforma Blogger.
O episódio, está disponível no catálogo da Netflix, com o áudio no idioma
original e com duração de 03 horas, 55 minutos e 47 segundos.
Assistido no dia 19/04/2026, e apenas
agora, pude postar o conteúdo, fique à vontade, para comentar no projeto e peço
que me ajudem a melhorar sempre a qualidade do conteúdo com seu feedback.
Favor realizar o feedback através do
“Formulário de Contato”, para assim, melhorarmos o desempenho do blog. Se por
acaso, você estiver disposto a ajudar financeiramente a manter este projeto,
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