FRIENDS T01E03: Phoebe, Alan O Cara Que Todos Adoram E A Recaída De Chandler
THE ONE WITH THE THUMB: COMÉDIA, PERSONAGEM E A ARQUITETURA DA AMIZADE EM FRIENDS, TEMPORADA 1, EPISÓDIO 3
Quando Friends estreou na rede NBC em 22 de setembro de 1994, a televisão americana vivia um momento de encruzilhada. As grandes redes estavam navegando pelos gostos de uma geração que cresceu com a ironia, com a desilusão do início dos anos noventa e com uma fome por histórias que parecessem imediatas, urbanas e emocionalmente honestas.
A NBC já havia consolidado uma grade dominante nas noites de quinta-feira sob a marca “Must See TV” — um bloco que incluía Mad About You e Seinfeld —, mas a rede reconhecia que ainda precisava de uma série capaz de falar diretamente com a geração pós-faculdade: jovens adultos na casa dos vinte e poucos anos que estavam construindo suas vidas longe da segurança da casa dos pais.
Criada por David Crane e Marta Kauffman — dois roteiristas que haviam colaborado anteriormente na série da HBO Dream On —, Friends foi desenvolvida sob vários títulos de trabalho, incluindo Insomnia Café e Six of One, antes de se fixar em seu nome final, enganosamente simples. A série estreou com 22 milhões de espectadores sintonizados no episódio piloto. Foi posicionada estrategicamente entre Mad About You e Seinfeld nas noites de quinta-feira, projetada para funcionar como uma ponte que manteria o público mais jovem e o apresentaria a um novo tipo de comédia de conjunto.
A premissa do programa era fundamentalmente orientada pelos personagens, e não pelas situações — uma distinção que se mostraria crucial para o seu sucesso ao longo de uma década. Em vez de depender de incidentes dramáticos ou circunstâncias incomuns, construiu seu mundo de dentro para fora, permitindo que os espectadores conhecessem gradualmente seis jovens nova-iorquinos cujas personalidades eram vívidas o suficiente para gerar comédia a partir dos menores momentos da vida cotidiana.
É nesse contexto que o terceiro episódio da primeira temporada, intitulado “The One With The Thumb”, possui um significado particular. Exibido em 6 de outubro de 1994, apenas duas semanas após a estreia da série, esse episódio marcou um estágio crítico no estabelecimento do que seria enquanto programa. O piloto e o segundo episódio haviam introduzido os personagens e plantado as sementes de suas histórias centrais — o divórcio de Ross, a independência de Rachel, a dinâmica do grupo no Central Perk.
Mas The One With The Thumb foi o primeiro episódio a demonstrar plenamente o domínio da série sobre narrativas cômicas entrelaçadas, comédia reveladora de personagens e o tipo de honestidade emocional agridoce que definiria a série por uma década.
PRODUÇÃO E CONTEXTO CRIATIVO
Para “The One With The Thumb”, Burrows trabalhava com um elenco jovem ainda encontrando seu equilíbrio coletivo. Jennifer Aniston (Rachel Green), Courteney Cox (Monica Geller), Lisa Kudrow (Phoebe Buffay), Matt LeBlanc (Joey Tribbiani), Matthew Perry (Chandler Bing) e David Schwimmer (Ross Geller) estavam, nesse momento inicial da série, ainda calibrando a química precisa que os tornaria um dos conjuntos mais amados na história da televisão.
O episódio foi notável por ser um dos primeiros em que as três histórias principais pareciam genuinamente distintas umas das outras, mas organicamente conectadas — uma conquista estrutural que se tornaria a marca registrada da série ao longo de suas dez temporadas.
RESUMO DA TRAMA: TRÊS HISTÓRIAS, UM MUNDO
Entrelaça três histórias paralelas, cada uma pertencendo principalmente a um membro do grupo, mas cada uma tocando e remodelando as outras de maneiras sutis e comicamente produtivas. A primeira e, sem dúvida, estruturalmente mais rica das histórias pertence a Monica Geller. Neste ponto da série, Monica — a figura materna do grupo, uma chef profissional definida por sua competitividade, sua necessidade de controle e sua profunda fome de aprovação — começou a namorar um homem chamado Alan. Interpretado por Geoffrey Lower, Alan é charmoso, caloroso, engraçado e socialmente habilidoso de uma forma que imediatamente conquista todo o círculo de amigos de Monica.
Essa é a ironia central da história: Monica sempre teve dificuldade em apresentar seus namorados aos amigos porque o grupo historicamente foi crítico, desdenhoso ou abertamente zombeteiro com os homens que ela namorava. Com Alan, porém, tudo é diferente. Ross o adora. Chandler é apaixonado por ele. Joey quer sair com ele. Rachel está encantada. Phoebe acha que ele é maravilhoso. Os cinco amigos estão, talvez pela única vez na série, unanimemente entusiasmados com a escolha romântica de Monica.
A piada, e o núcleo emocional da história, reside no fato de que a própria Monica não compartilha desse entusiasmo. Ela não sente nada — nenhuma centelha, nenhuma química, nenhuma empolgação. Ela o acha um tanto entediante, um homem que é, em suas próprias palavras, “Alan demais”. O afeto coletivo do grupo por Alan torna-se, paradoxalmente, um obstáculo em vez de um presente. Quando Monica finalmente reúne coragem para terminar o relacionamento, a cena que se segue é interpretada com o máximo efeito cômico: seus amigos ficam devastados, tratando a decisão dela como um luto pessoal.
As reações deles — que vão da incredulidade ao verdadeiro desespero — são exageradas, mas reconhecíveis, o tipo de superinvestimento no relacionamento de um amigo que qualquer pessoa com amigos próximos já encontrou. A reviravolta que encerra a história a eleva de uma simples piada sobre a busca de aprovação para algo muito mais incisivo: Alan, descobrimos, não suportava os amigos de Monica. Ele os achou opressivos, intrometidos e exaustivos. Ele está tão aliviado com o término quanto Monica — mas seu segredo permanece de conhecimento privado de Monica, guardado para poupar os sentimentos dos outros.
A segunda história centra-se na recaída de Chandler Bing no vício do cigarro. O episódio estabelece — e isso se torna um contexto importante para todo o arco do personagem de Chandler ao longo da série — que Chandler começou a fumar, após o divórcio de seus pais, e que usa o cigarro como mecanismo de enfrentamento. O gatilho imediato para a recaída neste episódio é quase comicamente mundano: Joey está ensaiando para um teste em que seu personagem fuma, e como Joey nunca fumou, recorre a Chandler para aprender como segurar um cigarro de forma convincente.
Chandler demonstra, dá uma única tragada e imediatamente volta ao vício. A sequência é interpretada como uma descida rápida — um homem que insiste não ter nenhuma vontade redescobre, com prazer visceral, o quanto havia sentido falta. A subtrama do cigarro cumpre várias funções simultaneamente. Gera comédia direta pela incapacidade de Chandler de parar, pelas intervenções cada vez mais agressivas do grupo e pelas deflexões defensivas de Chandler — que aponta os defeitos de cada membro do grupo por vez como forma de desviar a atenção dos seus próprios.
Também introduz, em miniatura, um dos temas recorrentes da série: a maneira como o grupo funciona tanto como sistema de apoio quanto como máquina de pressão, simultaneamente ajudando e dificultando o crescimento pessoal de seus membros. A história chega à sua resolução por meio do terceiro fio narrativo, quando Phoebe paga a Chandler 7000 dólares para que ele pare de fumar definitivamente — um gesto de generosidade absurda que também amarra sua própria história a uma conclusão satisfatória.
A terceira história, pertencente a Phoebe Buffay, é a mais abertamente surreal das três e talvez a mais puramente cômica. Phoebe descobre que seu banco depositou acidentalmente 500 dólares extras em sua conta. Incapaz de ficar com dinheiro que considera roubado — sua bússola moral não faz concessões para acidentes ou fortunas inesperadas que ela não ganhou —, ela informa o banco do erro. O banco, em vez de simplesmente remover os 500 dólares, acrescenta outros 500 à sua conta como pedido de desculpas, agravando o problema.
Incapaz de lidar com a culpa, Phoebe dá tanto o dinheiro quanto o telefone em forma de bola de futebol americano que o banco lhe forneceu como brinde para Lizzy, uma amiga em situação de rua que ela conhece da calçada. Lizzy, como gesto de agradecimento, compra para Phoebe uma lata de refrigerante. Quando Phoebe abre a lata, encontra um “objeto” dentro. Ela registra uma reclamação na empresa de refrigerantes, e eles resolvem o assunto oferecendo-lhe 7000 dólares em compensação.
Essa cadeia de absurdos em escalada — cada causa gerando um efeito cada vez mais improvável — é uma aula magistral na lógica estrutural da escrita cômica. A história termina com Phoebe usando os sete mil dólares para pagar Chandler a fim de que ele pare de fumar, uma resolução simultaneamente prática e farsesca.
ANÁLISE TEMÁTICA: DO QUE O EPISÓDIO REALMENTE TRATA
Na superfície, é uma comédia sobre um homem que fuma demais e uma mulher cujos amigos gostam mais do namorado dela do que ela própria. Mas, por baixo dessa superfície, o episódio aborda um conjunto de temas que são tanto mais sofisticados quanto mais emocionalmente ressonantes do que suas piadas podem inicialmente sugerir.
O ABISMO ENTRE O DISCURSO E O SENTIMENTO
O episódio abre com uma meditação sobre a distância entre linguagem e significado. Os eufemismos dos relacionamentos discutidos na cena de abertura estabelecem um mundo em que a comunicação honesta é sistematicamente substituída por ficções socialmente aceitáveis.
A série estava construindo, em seu terceiro episódio, um mundo em que as vidas emocionais dos personagens estavam consistentemente em conflito com seus eus sociais performados — um abismo que geraria comédia e drama genuíno ao longo de toda a série. A história de Alan em particular é uma estrutura cômica quase perfeita construída inteiramente em torno desse abismo.
O público sabe desde cedo no episódio que Monica não está apaixonada por Alan. A comédia surge de observá-la navegar pela distância entre o que ela sente e o que seus amigos sentem, e da revelação tardia de que o próprio Alan estava performando o tempo todo.
IDENTIDADE DE GRUPO E AUTONOMIA INDIVIDUAL
Uma das tensões mais duradouras em FRIENDS é a relação entre o grupo como entidade coletiva e os indivíduos que o compõem. O episódio dramatiza essa tensão com clareza incomum por meio da história de Monica. O entusiasmo coletivo dos cinco amigos por Alan não é meramente solidário; é, na prática, coercitivo. Torna mais difícil para Monica honrar seus próprios sentimentos, confiar em seu próprio julgamento, exercer autonomia sobre sua própria vida amorosa. Quando ela finalmente termina com Alan, precisa lidar não apenas com o fim de um relacionamento, mas com o luto de cinco outras pessoas que sentem, aparentemente, que perderam algo importante.
A reviravolta no final da história — a confissão de Alan de que não gostava dos amigos de Monica — complica essa leitura de maneira maravilhosamente irônica. O grupo havia avaliado Alan e o considerou excelente. Mas Alan havia simultaneamente avaliado o grupo e o considerado exaustivo. A questão de quem era o sujeito e quem era o objeto do escrutínio revelou-se mais ambígua do que qualquer um dos personagens havia assumido.
VÍCIO E OS LIMITES DA PRESSÃO SOCIAL
A história do cigarro de Chandler introduz o que se tornaria um dos exames mais honestos da série sobre vício e hábito. O episódio apresenta um homem que, segundo ele próprio, não sente vontade de fumar — e então o observa desmoronar no primeiro teste real dessa afirmação. A comédia reside na velocidade e completude da recaída: não há agonia, não há tentação prolongada, apenas uma única tragada e a rendição imediata e alegre a um antigo conforto.
Mas a série estava fazendo algo mais do que zombar da fraqueza de Chandler. Ao estabelecer, já nessa fase inicial, que o cigarro de Chandler começou na sequência do divórcio de seus pais, os roteiristas situavam o vício dentro de uma história psicológica. Chandler fuma porque fumar era, a primeira coisa que o fez sentir que controlava algo.
A resposta do grupo ao cigarro de Chandler é em si mesma um microcosmo das dinâmicas emocionais da série. Os outros estão genuinamente irritados, moralmente censores e persistentemente intervencionistas. A deflexão de Chandler — apontando os próprios defeitos de cada pessoa — é engraçada porque é eficaz e porque é, à sua maneira, precisa. Ninguém nesse grupo está sem sua própria versão do cigarro de Chandler, seu próprio mecanismo de enfrentamento, seu próprio pequeno vício.
A cena em que Chandler enumera esses defeitos serve ao projeto temático mais amplo do episódio: ela democratiza brevemente, mas de forma incisiva, a vulnerabilidade, lembrando ao público que as imperfeições dos personagens não são falhas individuais, mas condições compartilhadas.
PHOEBE COMO BÚSSOLA MORAL E SURREALISTA CÔMICA
A história de Phoebe opera em um registro diferente das outras duas, combinando seriedade ética com uma comédia absurdista em escalada de uma forma que é distintiva e irredutivelmente sua. A recusa de Phoebe em ficar com dinheiro que não é legitimamente seu, é apresentada como cômica — os outros acham que ela está sendo desnecessariamente escrupulosa, até ingênua —, mas a série nunca condescende com sua posição moral.
Phoebe está certa que o dinheiro não é dela. Seu desconforto é genuíno e fundamentado em princípios, não performático. A resposta do universo ao seu comportamento fundamentado em princípios é recompensá-la em sete mil dólares em compensação corporativa, o que é ou uma piada cósmica ou uma recompensa cósmica, dependendo de como se lê.
DESENVOLVIMENTO DE PERSONAGENS E SIGNIFICÂNCIA A LONGO PRAZO
The One With The Thumb não é apenas um episódio autocontido; é, em retrospecto, um documento fundacional para os personagens que retrata. Para Monica, a história de Alan marca o início de um fio longo e consistentemente examinado em seu arco de personagem: a tensão entre sua necessidade de validação externa e sua necessidade de ser fiel aos seus próprios sentimentos.
Monica Geller, como Courteney Cox a retrataria ao longo da série, é uma mulher de enorme capacidade e calor humano que está perpetuamente em guerra com suas próprias inseguranças. A crítica de sua mãe, seus anos sendo ofuscada pelo irmão Ross, a obesidade da infância — tudo isso forma um substrato psicológico que torna Monica simultaneamente forte e carente, generosa e controladora.
A história de Alan no episódio três encapsula essa dualidade com precisão: Monica termina com Alan não porque lhe falta coragem para amar, mas porque ela tem — pelo menos neste caso — a coragem de honrar sua própria resposta honesta a alguém, mesmo quando isso significa decepcionar todos ao redor.
Para Chandler, a história do cigarro é a primeira exploração significativa da psicologia por baixo de seu humor. O vício de Chandler ao cigarro recorreria ao longo da série — ele pararia, recairia e pararia novamente —, rastreando em miniatura o argumento maior da série de que a vida adulta não é uma progressão linear em direção à saúde e à felicidade, mas uma luta recursiva com velhas feridas e padrões estabelecidos.
A performance de Matthew Perry da recaída, passando da negação confiante ao prazer indefeso no espaço de uma única cena, estabeleceu o modelo para todas as histórias subsequentes de Chandler: engraçado na superfície, melancólico por baixo.
Para o grupo como um todo, o episódio estabeleceu o que se tornaria um dos dispositivos estruturais mais confiáveis da série: o uso de um personagem secundário que serve como catalisador para revelar verdades sobre os personagens principais.
O EPISÓDIO NO CONTEXTO DA TEMPORADA 1 DE FRIENDS
A temporada 1 é, em retrospecto, ao mesmo tempo mais e menos segura do que às vezes parece. A premissa da série não era, no papel, notável — como uma análise observou, era uma história sobre “seis personagens não especialmente interessantes” navegando pela vida urbana comum. O que tornou a série excepcional não foram suas situações, mas seus personagens, e os primeiros episódios da primeira temporada foram o laboratório em que essas pessoas foram montadas, testadas e refinadas.
O episódio recebeu atenção crítica positiva na época de sua exibição, e mantém uma classificação de 8,0 no IMDb conforme registros recentes, colocando-o entre as entradas mais apreciadas da primeira temporada. Dentro da grade de quinta-feira da NBC, Friends ocupava uma posição particular no panorama cultural de meados dos anos noventa.
Os cenários de Friends — o apartamento de Monica e Rachel, o apartamento de Chandler e Joey do outro lado do corredor, e a cafeteria Central Perk — foram projetados para funcionar como espaços sociais fluidos em vez de fundos estáticos. Burrows entendia isso, e sua marcação cênica consistentemente mantinha os personagens em movimento uns em relação aos outros, usando a geografia física do cenário para externalizar as dinâmicas sociais do grupo.
O LEGADO DO EPISÓDIO E A RESSONÂNCIA CULTURAL
The One With The Thumb não é um dos episódios mais famosos — não contém nenhuma das frases mais memoráveis ou desenvolvimentos de trama marcantes da série. Mas é, de muitas maneiras, mais importante do que vários dos episódios mais frequentemente citados e celebrados. É o episódio que provou que a série conseguia sustentar três histórias separadas simultaneamente sem perder o impulso cômico ou emocional. É o episódio que pela primeira vez tornou a visão moral de Phoebe Buffay central para uma trama em vez de incidental a ela.
É o episódio que pela primeira vez abordou seriamente o vício de Chandler. E é o episódio que introduziu um dos dispositivos estruturais mais eficazes da série: a reviravolta irônica da cena final, onde a resolução aparente de uma história gera uma verdade nova e mais complexa.
A série em que se tornou — um dos programas com as mais altas classificações na história da televisão americana, com média de 23 milhões de espectadores por episódio no auge de sua popularidade, ganhando vários Emmy Awards e tornando-se um genuíno fenômeno cultural global — estava, em seu DNA essencial.
O apelo duradouro da série — visível no fato de que ela continua gerando receita significativa de sindicação e atraindo novos públicos por meio de plataformas de streaming décadas após seu episódio final — repousa em grande parte na profundidade de caracterização estabelecida nos primeiros episódios da primeira temporada.
O OFÍCIO DA ESCRITA: ESTRUTURA, IRONIA E TIMING CÔMICO
A história de Monica e Alan passa de expectativa (os amigos vão odiar Alan) para inversão (eles adoram Alan) para inversão mais profunda (Alan amava Monica, mas odiava os amigos dela). Cada passo é uma reviravolta do que veio antes, gerando comédia por meio do abismo entre o que os personagens esperam e o que realmente acontece.
A história de Chandler passa de negação (não sinto falta de fumar) para capitulação (definitivamente sinto falta de fumar) para tentativa de resolução (vou parar) para resolução fracassada (não parei) para resolução genuína (vou parar por 7000 dólares).
A história de Phoebe passa de problema moral (dinheiro extra que não é meu) para tentativa de solução (doar) para novo problema (ainda mais dinheiro que não é meu) para complicação absurdista (lata de refrigerante) para resolução (usar o dinheiro para resolver o problema de Chandler).
CONCLUSÃO: O TERCEIRO EPISÓDIO COMO FUNDAÇÃO DE ALGO MAIOR
Séries de televisão são construídas um episódio de cada vez, e as decisões tomadas nos primeiros episódios — sobre o tom, sobre o personagem, sobre a relação entre comédia e emoção — tendem a ecoar por tudo o que se segue. Nesse sentido, um dos primeiros episódios mais consequentes de Friends: o episódio que estabeleceu os parâmetros das ambições da série e demonstrou que essas ambições eram alcançáveis.
O episódio foi ao ar em 6 de outubro de 1994, apenas duas semanas dentro da primeira temporada da série, em um momento cultural que estava faminto exatamente pelo que oferecia: uma comédia sobre a textura da vida adulta jovem que levava a sério as vidas interiores de seus personagens sem se tornar sentimental, que era engraçada sem ser cínica, e que construía seu mundo a partir das pessoas dentro dele em vez das situações em que as colocava.
COMENTÁRIOS DE JEFFERSON EDUARDO:
“A SÉRIE ESTÁ MELHORANDO A CADA NOVO EPISÓDIO. QUEM DIRIA QUE ESSA SÉRIE IRIA SER RECONHECIDA ATÉ OS DIAS ATUAIS, E MELHOR, SENDO UMA DAS MELHORES SÉRIES DE COMÉDIA DA TELEVISÃO.
ESPERAMOS QUE OS PRÓXIMOS EPISÓDIOS SE TORNEM AINDA MELHORES. OS TEMAS SÃO ANTIGOS E ATUAIS AO MESMO TEMPO. A ESCOLHA DE ELENCO É PERFEITA PARA CADA PAPEL, OS TREJEITOS DE CADA UM, O MODO DE FALAR DE CADA PERSONAGEM SÃO BEM CARACTERÍSTICOS QUE NOS LEMBRA DE CADA UM APENAS ESCUTANDO A VOZ (OBS.: NÃO POSSO FALAR SOBRE A DUBLAGEM BRASILEIRA, POIS EU NÃO TENHO COMO SABER QUAIS FORAM AS MUDANÇAS E MODIFICAÇÕES QUE A DUBLAGEM BRASILEIRA POSSA TER FEITO NA SÉRIE).
CASO EM ALGUM MOMENTO EU ESCREVER ALGO DIFERENTE DO QUE TEVE DUBLADO, PEÇO SUA AJUDA, AJUDE-NOS ESCREVENDO, NOS COMENTÁRIOS, COMO SÃO AS FALAS DITAS EM PORTUGUÊS (BRASIL). PARA QUE POSSAMOS APROFUNDAR O TEMA E FAZER COMPARAÇÕES ENTRE O ORIGINAL E A DUBLAGEM BRASILEIRA.
EU ACREDITO FIRMEMENTE QUE A DUBLAGEM BRASILEIRA É EXCELENTE QUANDO SE TRATA DE COMÉDIA PURA, PORÉM, A DUBLAGEM ACABA FAZENDO ADAPTAÇÕES QUE MUDAM O SENTIDO DAS FRASES.
DIFERENTEMENTE DAS SÉRIES DA NOSSA INFÂNCIA, EM FRIENDS, EU NÃO HAVIA ACOMPANHADO NADA EM PORTUGUÊS (BRASIL). LOGO, ACREDITO QUE ESSA SERÁ UMA BOA MANEIRA DE LER SOBRE A DUBLAGEM E CORRIGIRMOS QUALQUER ERRO DE ENTENDIMENTO QUE POSSA TER VINDO A OCORRER QUANDO A SÉRIE FOI EXPORTADA PARA O NOSSO PAÍS.
SOBRE O EPISÓDIO: UM DOS MELHORES PARA SE CONHECER OS TREJEITOS DOS PERSONAGENS, TEMOS AQUI A MISTURA DE SITUAÇÕES ICÔNICAS ENTRE O ABSURDO E O COTIDIANO, ONDE PERCEBEMOS O QUE ACONTECEU NA INFÂNCIA DOS GELLER, O TRATAMENTO FOI IMENSAMENTE DIFERENTE ENTRE OS IRMÃOS. DE UMA LADO, ROSS, QUE TEVE PROTEÇÃO CONTRA DECEPÇÕES AINDA QUANDO CRIANÇA, E DO OUTRO LADO, MONICA, QUE NÃO TEVE A MESMA PROTEÇÃO. EXEMPLIFICADO NA SITUAÇÃO DO CACHORRO DA FAMÍLIA QUE FOI MORAR NA FAZENDA.
AS FALAS SARCÁSTICAS DE CHANDLER QUE É UM EVENTO RECORRENTE NA SÉRIE E UMA DAS MELHORES PARTES DA MESMA. A PRIMEIRA DISCUSSÃO SOBRE OS DEFEITOS DE CADA UM E O GRUPO QUE APRENDE A CONTORNAR ESTES PROBLEMAS, MESMO APÓS ESSES DEFEITOS SEREM JOGADOS “NA CARA” UM DO OUTRO. AS DECEPÇÕES DE MONICA COM SUA SITUAÇÃO AMOROSA E AS VOLTAS QUE O KARMA FAZ COM A VIDA DE PHOEBE, SÃO INCRÍVEIS, DIFÍCEIS DE ACREDITAR, MAS, INCRÍVEIS, MESMO ASSIM.
A SITUAÇÃO INICIAL QUE MOSTRA COMO UMA SIMPLES CONVERSA ACABA EM REVELAÇÕES, ACONTECE QUANDO ROSS DESCOBRE SOBRE SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO QUE NA INFÂNCIA FOI RETIRADO DO CONVÍVIO DA FAMÍLIA, DEMONSTRANDO A FORMA QUE PERCEBEMOS COMO REALMENTE AS DUAS CRIANÇAS, ROSS E MONICA, FORAM CRIADAS INDIVIDUALMENTE.
O VÍCIO DE CHANDLER É QUASE UMA FÁBRICA DE RISADAS, PERCEBEMOS QUE ELE REALMENTE NÃO FEZ POR TRISTEZA, ESTANDO APENAS TENTANDO AJUDAR O AMIGO JOEY, A ENSAIAR PARA A AUDIÇÃO. ACABOU QUE O VÍCIO FALOU MAIS ALTO E ELE TEVE UMA RECAÍDA, SENDO QUE AGUENTOU POR 3 ANOS. ALÉM É CLARO, ESSA ACABA SENDO A PRIMEIRA VEZ QUE VIMOS O APARTAMENTO QUE OS DOIS MORAM, DEMONSTRANDO UM POUCO DE SUAS PERSONALIDADES.
SORTE A NOSSA, ALAN ESTAVA LÁ PARA SALVAR O DIA, AINDA BEM QUE NÃO ERA O ALAN HARPER, E FAZER COM QUE NOSSO AMIGO PARASSE COM ESSE VÍCIO, A PARTIR DE AGORA, ALAN É UM HERÓI, E NÃO É O ALAN HARPER. BRINCADEIRAS À PARTE.
QUEM IRIA IMAGINAR QUE A SENHORITA PHOEBE SERIA TÃO EXCÊNTRICA A PONTO DE COMPRAR UMA PROMESSA COM CHANDLER. SERÁ QUE ELE IRÁ CUMPRIR SUA PROMESSA?
VEREMOS NOS PRÓXIMOS EPISÓDIOS. ESTRANHAMENTE, CHANDLER NÃO PARECE SER A PESSOA QUE ESTARIA INTERESSADA EM DINHEIRO DESTA FORMA, JÁ QUE EM SEU EMPREGO, QUE ATÉ O DIA DE HOJE NÃO SABEMOS QUAL É O NOME, ELE CONSEGUE UMA BOA GRANA, DIFERENTE DE SEU AMIGO JOEY, O ATOR DESEMPREGADO.
AS SURPRESAS NÃO PARAM POR AQUI, A SITUAÇÃO INCOMUM QUE ACONTECE MOSTRA COMO PEQUENAS ATITUDES PODEM LEVAR A UMA AVALANCHE QUE ESTREMECE A NOSSA VIDA E DE QUEM ESTIVER PRESENTE DO LADO. VISTO A SITUAÇÃO DE BING, QUE APENAS ESTAVA PRESTANDO AJUDA A UMA AMIGO E ACABOU COMETENDO O ERRO QUE O FEZ TER A RECAÍDA.
OU A SITUAÇÃO DA CONVERSA ENTRE OS AMIGOS QUE ACABOU DESPEJANDO EM ROSS A NOTÍCIA SOBRE O SEU CACHORRO DE ESTIMAÇÃO QUE NA INFÂNCIA FOI RETIRADO DO SEU CONVÍVIO PARA MORAR NA FAZENDA.
SITUAÇÕES RÁPIDAS QUE ACONTECEM EM SEGUNDOS E QUE NORMALMENTE NÃO PERCEBEMOS, MAS QUE QUANDO PARAMOS PARA PENSAR, ESTARÁ MUDANDO O CURSO DE UMA VIDA INTEIRA. ESSA SÉRIE É MUITO MAIS COMPLEXA DO QUE APARENTA SER, E SE PARARMOS PARA ANALISAR, VAMOS ACABAR ESCREVENDO UM LIVRO SOBRE O ASSUNTO. DITO ISSO. VOCÊ ACHA QUE DEVEMOS CONTINUAR COM ESSE CONTEÚDO?”
Eu sou um fã de longa data, e como acontecia com a maioria das pessoas, não conseguia acompanhar todos os episódios em sequência, contudo, agora que a HBO MAX está trazendo para o Brasil (com a incrível novidade de estar no idioma original), posso acompanhar todos os episódios e usarei este espaço para comentar sobre os mesmos. Prometo melhorar com os próximos. E gostaria do retorno de vocês para comentar e interagir, pois foi para isso que criei esse site.
Meu nome é Jefferson Eduardo da Silva Nunes, este é o meu espaço criado de fã para fã, através da plataforma Blogger. O episódio, está disponível no catálogo da HBO MAX, com o áudio no idioma original e com duração de 22 minutos e 47 segundos.
Assistido no dia 29/03/2026, e apenas agora, pude postar o conteúdo, fique à vontade, para comentar no projeto e peço que me ajudem a melhorar sempre a qualidade do conteúdo com seu feedback.

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