Quem É Héricles Barreto De Malhação 1995?
Quando a TV Globo colocou no ar, em 24 de abril de 1995, a primeira temporada de Malhação, poucos imaginavam que aquela narrativa ambientada em uma academia de ginástica da Barra da Tijuca daria origem a um dos fenômenos mais duradouros da teledramaturgia brasileira. No centro daquela aposta arriscada, conduzida pelo núcleo de Wolf Maya e dirigida por Roberto Talma, havia um rapaz que destoava de quase tudo o que se esperava de um galã televisivo: Héricles Barreto, interpretado por Danton Mello. Magro, leitor compulsivo, avesso aos exercícios físicos, vindo do interior e movido por um amor platônico que vivia do outro lado do oceano, Héricles era, em muitos sentidos, a antítese do ambiente em que foi inserido. E foi justamente essa contradição que o transformou em uma das figuras mais memoráveis daquela geração. Héricles não é apenas o primeiro mocinho de Malhação; ele é, de certa forma, a chave para compreender por que aquele projeto improvável se tornou um marco televisivo que atravessaria décadas.
CAPÍTULO 1: O CONTEXTO DE UMA ESTREIA REVOLUCIONÁRIA
Para entender Héricles, é preciso primeiro entender o mundo do qual ele emergiu. Em meados dos anos 1990, a televisão brasileira ainda não tinha encontrado uma fórmula consolidada para falar diretamente com o público adolescente em formato de telenovela diária. A faixa das 17h30 da Globo era ocupada pelo humorístico Escolinha do Professor Raimundo, que registrava médias modestas, entre quinze e dezoito pontos de audiência. A emissora precisava de algo novo, algo que pudesse não apenas preencher aquele horário, mas também alavancar a audiência da novela das seis que vinha em seguida, Irmãos Coragem, então em dificuldades.
A ideia de Malhação nasceu de um momento quase casual. Roberto Talma, em uma pausa de descanso, conversava com um produtor enquanto tomava um suco quando começou a esboçar o conceito do que viria a ser o seriado. A aposta era ambiciosa e, ao mesmo tempo, simples: colocar um grupo de jovens convivendo em um espaço cotidiano — uma academia de ginástica — e fazer com que suas histórias dialogassem com as angústias reais da juventude brasileira. O resultado superou as expectativas. O primeiro capítulo quase dobrou a audiência da Globo naquele horário, atingindo média de trinta e um pontos em São Paulo, e a novela ajudou Irmãos Coragem a saltar de cerca de trinta e dois pontos para até trinta e oito.
A primeira temporada também trouxe inovações de linguagem televisiva. Foi pioneira no uso da técnica de cold open, abrindo cada capítulo com uma pequena retrospectiva do episódio anterior, e adotou inicialmente uma estrutura narrativa semanal: uma trama começava na segunda-feira e se resolvia na sexta, deixando um gancho para o tema da semana seguinte. Conforme a audiência se consolidava, a narrativa passou a fluir de forma contínua até o desfecho da história. Esse formato dava à novela uma agilidade incomum e permitia abordar uma sucessão de temas relevantes em ritmo acelerado.
É nesse cenário de experimentação e ineditismo que Héricles Barreto surge como figura central. Ele não era um galã tradicional, e isso era proposital. Em um espaço dedicado ao culto ao corpo, à competição esportiva e à exibição física, a Globo escolheu como protagonista um rapaz que não se encaixava em nenhum desses códigos. Héricles era a ponte entre o telespectador comum — muitas vezes inseguro, deslocado, em busca de pertencimento — e aquele universo glamourizado da Barra da Tijuca. Sua presença sinalizava, desde o início, que Malhação não seria apenas sobre corpos sarados e romances de verão, mas sobre as dificuldades reais de crescer.
CAPÍTULO 2: QUEM É HÉRICLES BARRETO
Héricles Barreto é apresentado como um jovem vindo do interior que se muda para o Rio de Janeiro com um objetivo claro e nobre: estudar História na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua trajetória, portanto, começa marcada por um deslocamento geográfico e cultural. Ele deixa para trás a vida tranquila e previsível do interior para enfrentar a complexidade, a velocidade e os perigos de uma metrópole. Esse arquétipo do forasteiro — o jovem ingênuo que chega à cidade grande — é um dos mais antigos e eficazes da dramaturgia, e Malhação o utilizou com inteligência.
Precisando de dinheiro para se sustentar e para realizar seu grande sonho, Héricles consegue um emprego como auxiliar administrativo na academia Malhação, que pertence a Paula, a empresária dona do estabelecimento. Em pouco tempo, ele passa a morar na própria academia, o que o coloca em contato permanente com um grupo de adolescentes de classe média que frequenta o lugar o dia inteiro, mesmo fora dos horários das aulas. Essa convivência forçada entre o forasteiro e os jovens já estabelecidos no ambiente é o motor de boa parte das tramas da temporada.
A personalidade de Héricles é construída a partir de uma série de traços que o tornam singular. Ele é culto e tem mania de leitura, mas não faz o gênero “intelectualoide” — ou seja, sua erudição é genuína, despretensiosa, jamais usada para humilhar os outros. É romântico, sensível, inocente e de bom caráter. Curiosamente, em um ambiente dedicado ao exercício físico, Héricles não faz exercícios; sua relação com a academia é puramente profissional e social, nunca esportiva. Esse detalhe, aparentemente trivial, reforça seu caráter de elemento estranho ao meio, alguém cuja riqueza está no intelecto e na sensibilidade, e não na performance corporal.
A wiki dedicada à novela resume bem a essência do personagem: culto, romântico e até um pouco ingênuo, Héricles rapidamente conquistava tanto amizades quanto inimizades por onde passava. Essa capacidade de provocar reações intensas — afeto e antipatia — é própria de personagens que carregam uma autenticidade incômoda. Héricles não se molda ao ambiente; ele permanece fiel a si mesmo, e isso o torna admirável para uns e irritante para outros.
Um dos traços mais marcantes e ousados de sua caracterização era a virgindade. Héricles era virgem porque estava se guardando para uma namorada, e esse fato chamava a atenção das meninas da academia. Em uma época em que a sexualidade adolescente raramente era discutida abertamente na televisão, colocar um protagonista masculino que escolhia conscientemente preservar sua virgindade representava uma inversão de expectativas notável. O macho jovem da ficção televisiva costumava ser definido por suas conquistas amorosas; Héricles era definido por sua abstinência voluntária e por sua fidelidade a um amor distante.
CAPÍTULO 3: CASSANDRA E O AMOR PLATÔNICO TRANSATLÂNTICO
O sonho que move Héricles ao longo da primeira temporada não está no Rio de Janeiro, mas do outro lado do mundo. Seu objetivo era guardar dinheiro e viajar para a Europa em busca de seu amor platônico, uma jovem grega chamada Cassandra. Os dois mantinham um namoro à distância, alimentado por cartas trocadas entre o Brasil e a Grécia. Essa correspondência epistolar é um dos elementos mais poéticos e reveladores da construção do personagem.
Vale lembrar o contexto tecnológico da época. Como o próprio elenco ressaltaria anos depois, em 1995 não existiam redes sociais, telefones celulares ou e-mail no cotidiano dos jovens brasileiros. Um relacionamento à distância como o de Héricles e Cassandra dependia inteiramente de cartas que demoravam semanas para atravessar o Atlântico, do tempo de espera, da expectativa e da imaginação. O amor platônico de Héricles era, portanto, um amor profundamente romântico no sentido mais literário do termo: construído mais na ausência do que na presença, mais na idealização do que na convivência real.
O nome escolhido para esse amor distante não é casual. Cassandra, na mitologia grega, é a princesa troiana dotada do dom da profecia, mas condenada a nunca ser acreditada. O próprio nome do protagonista, Héricles — variação de Hércules, o maior dos heróis gregos — estabelece um diálogo evidente com a Antiguidade clássica. Não é difícil enxergar nessa escolha de nomes uma ironia deliberada: o rapaz chamado como o semideus mais forte da mitologia é, na verdade, o personagem que não faz exercícios, que rejeita a força bruta e que se define pela sensibilidade e pela cultura. Héricles é um Hércules às avessas, cuja força reside no intelecto e no coração, não nos músculos. E seu amor por uma “Cassandra” grega reforça essa atmosfera de erudição romântica que permeia todo o personagem, ligando-o simbolicamente ao berço da civilização ocidental que ele tanto estuda na faculdade de História.
A presença ausente de Cassandra cumpre uma função dramatúrgica importante. Ela estabelece, desde o início, um obstáculo interno ao desenvolvimento amoroso de Héricles no Rio de Janeiro. Quando ele começa a se encantar por outra moça, a fidelidade prometida a Cassandra torna-se uma fonte de conflito moral. Héricles não é um rapaz que se entrega facilmente; ele carrega o peso de um compromisso, ainda que esse compromisso seja com alguém que está longe e que talvez nunca se materialize concretamente em sua vida. Essa tensão entre o ideal distante e o desejo presente é um dos eixos mais sofisticados de seu arco.
CAPÍTULO 4: ISABELLA, O GRANDE AMOR E O TRIÂNGULO AMOROSO
Se Cassandra representa o ideal inalcançável, Isabella representa o amor real, possível e, por isso mesmo, mais doloroso. Isabella, carinhosamente chamada de Bella e interpretada por Juliana Martins, era aluna de natação da academia. Inteligente e sensível, ela vivia dividida entre tentar o curso de medicina para agradar aos pais adotivos ou se dedicar à música, sua verdadeira paixão. Essa indecisão entre o dever e o desejo, entre a expectativa familiar e a vocação pessoal, fazia de Bella uma personagem rica e perfeitamente complementar a Héricles.
O encontro entre os dois é o coração romântico da primeira temporada. Ainda virgem e disposto a se guardar para Cassandra, Héricles termina se encantando por Isabella. O sentimento é correspondido: Bella também se apaixona por ele. Mas o caminho do casal está longe de ser tranquilo. Isabella não consegue se separar de Romão, interpretado por Luigi Baricelli, o arrogante campeão de jiu-jítsu que era seu namorado. Romão, apesar de ser mau-caráter e de resolver tudo na briga, era fiel à namorada — uma característica que tornava o triângulo ainda mais complexo, pois o rival não era simplesmente um vilão unidimensional.
O contraste entre Héricles e Romão é o eixo dramático mais eloquente da temporada. De um lado, o intelectual sensível, leitor, romântico, que não pratica esportes e que se define pela cultura. De outro, o atleta agressivo, campeão de uma arte marcial, que impõe sua vontade pela força física. Bella, dividida entre os dois, encarna a clássica escolha entre o amor que conforta a alma e a relação que, embora problemática, exerce um magnetismo difícil de romper. Esse triângulo amoroso não era apenas um arranjo melodramático; era uma reflexão sobre os diferentes modelos de masculinidade disponíveis para uma jovem mulher e sobre as razões nem sempre racionais que governam o coração.
A força desse triângulo na memória do público é inegável. Décadas depois, Juliana Martins relembraria o carinho que os fãs mantinham por Héricles, por Bella e também por Romão — pelo triângulo inteiro. O público apoiava o envolvimento amoroso entre Héricles e Bella, torcendo para que o rapaz sensível superasse o campeão arrogante. A trilha sonora da novela consagrou essa relação com um tema próprio: “Espelhos D’Água”, de Patrícia Marx, era a música do casal Héricles e Isabella. A existência de um tema musical específico para o par romântico é um indicador claro de quão central essa relação era para a narrativa.
O próprio Danton Mello reconheceria, anos mais tarde, que o ponto principal da trama de Héricles foi justamente seu envolvimento com a personagem de Juliana Martins, algo lembrado até hoje pelo público. Em uma das entrevistas, o ator afirmou que o foco de Héricles era o estudo e a busca por uma oportunidade de trabalho, mas que ele criou amigos e se tornou um rapaz querido por quase todos na academia — e que o romance com Bella foi o elemento mais marcante de sua trajetória.
CAPÍTULO 5: O ECOSSISTEMA DA ACADEMIA E OS AMIGOS DE HÉRICLES
Héricles não existia no vácuo. Sua história ganhava sentido pleno em meio ao rico ecossistema de personagens que habitavam a academia Malhação. Compreender esse entorno é essencial para apreender a função do protagonista dentro da engrenagem narrativa.
No núcleo central estava Paula Prata, interpretada por Silvia Pfeifer, a dona da academia — empresária bonita e charmosa que sofria nas mãos dos filhos adolescentes. Era ela quem empregava Héricles como auxiliar administrativo, estabelecendo assim a porta de entrada do forasteiro naquele universo. Os filhos de Paula, Luiza e Fabinho, representavam dois polos da experiência adolescente. Luiza, vivida por Fernanda Rodrigues, recém-saída da adolescência, começava a se descobrir como mulher, sonhava ser campeã de jiu-jítsu e era apaixonada pelo mestre Dado, que a tratava apenas como aluna. Fabinho, interpretado por Bruno de Luca, era o filho mais novo, gordinho e louco por fast food, forçado pela mãe a praticar natação e judô, e uma verdadeira máquina de aprontar confusões.
Dado, o professor de artes marciais interpretado por Cláudio Heinrich, era o profissional mais adorado e respeitado pelos alunos. Consciente do papel exemplar que exercia, lia compulsivamente livros de autoajuda e vivia citando frases de efeito para aconselhar os jovens, sempre arrematando com um displicente “Bonito isso, né? Li num livro”. Sua irmã, Juliana, a Juli, vivida por Carolina Dieckmann, era uma garota dissimulada que espalhava intrigas pelo prazer de ver os outros em apuros, ressentida por achar que o irmão fora mais amado pelos pais.
Talvez o personagem mais marcante do grupo, ao lado de Héricles, fosse Alexandre Ferreira, o Mocotó, interpretado por um jovem André Marques em seu papel de estreia que o lançaria à fama. Apelidado de Mocotó por seu gosto por geleias, era um irreverente nato e um mulherengo incurável, que frequentava todas as aulas com o único objetivo de paquerar as meninas — exceto a de alongamento, que considerava “coisa de frutinha”. Filho de pais separados, morava com a jovem madrasta e estudava Economia, fazendo estágio na corretora do pai, o que o habilitava a prestar consultorias financeiras desastrosas aos amigos.
O contraste entre Mocotó e Héricles é especialmente instrutivo. Mocotó era tudo aquilo que Héricles não era: extrovertido, conquistador, debochado, totalmente integrado ao espírito da academia. Héricles, por sua vez, era introspectivo, fiel, sério, deslocado. Juntos, eles formavam um par cômico e complementar, representando os dois lados da experiência juvenil masculina — a impulsividade e a contenção, a conquista e a fidelidade, o corpo e o intelecto. Essa polaridade enriquecia ambos os personagens e dava à narrativa uma textura mais variada.
Outros personagens completavam o mosaico. Bróduei, vivido por Fabiano Miranda, era o auxiliar da cantina que se expressava por meio de gírias e raps de sua própria autoria, praticava judô, mas morria de medo da piscina, por um trauma de infância. Gabriel, interpretado por Duda Nagle, irmão de Tainá, era um rapaz muito namorador que se tornaria amigo de Héricles. Israel, o supercampeão de natação interpretado por Ademir Zanyor, tinha orgulho de ser negro — um detalhe relevante para os debates sobre racismo que a novela pretendia provocar. Esse conjunto diversificado de personagens permitia que Malhação abordasse uma ampla gama de questões sociais, e Héricles, como observador sensível e culto, frequentemente funcionava como uma espécie de consciência moral em meio às confusões alheias.
CAPÍTULO 6: HÉRICLES COMO VEÍCULO DE TEMAS SOCIAIS
Um dos aspectos mais notáveis da primeira temporada de Malhação, e por extensão do personagem Héricles, era o compromisso com a discussão de temas sociais relevantes para a juventude. As histórias abriam debates sobre virgindade, descoberta da sexualidade, aborto e preconceito social. A lista de assuntos abordados ao longo da temporada era ampla e ousada para a época: racismo, prevenção à AIDS, virgindade masculina, direitos e deveres do cidadão, gravidez na adolescência, brigas de gangues, pais separados, uso de anabolizantes, tabagismo, entre muitos outros temas socioeducativos.
Héricles era um instrumento particularmente eficaz para veicular alguns desses temas, sobretudo o da virgindade masculina. Em uma cultura que historicamente associou a masculinidade à experiência sexual e à acumulação de conquistas, ter um protagonista que era virgem por escolha consciente representava uma provocação significativa. Héricles desafiava o estereótipo do jovem que precisa provar sua virilidade. Ele demonstrava que a sexualidade poderia ser uma questão de escolha pessoal, de tempo próprio, de fidelidade a um sentimento. Ao tratar a virgindade masculina sem ridicularizá-la — embora ela chamasse a atenção das meninas e gerasse curiosidade —, a novela abria espaço para que adolescentes refletissem sobre suas próprias decisões sem a pressão de seguir um roteiro pré-estabelecido.
A função pedagógica de Malhação não passou despercebida nem pelo próprio elenco. Em depoimento posterior, Danton Mello observou que a novela sempre abordou temas relevantes para o público jovem a cada temporada, algo que considerava muito importante. O ator também refletiu sobre o alcance excepcional da televisão naquele momento histórico: discutir assuntos que muitas vezes não são debatidos dentro de casa, ou que carregam preconceito, era uma função louvável, especialmente para um público que estava formando sua personalidade e que, sem internet, redes sociais ou outras janelas, frequentemente não tinha com quem conversar sobre seus problemas.
Essa dimensão é crucial para compreender o significado de Héricles. Ele não era apenas um par romântico ou um galã improvável; era um ponto de identificação para milhares de jovens que se sentiam deslocados, inseguros ou diferentes. Em um ambiente que celebrava o corpo perfeito e a popularidade, Héricles oferecia uma alternativa: a de que era possível ser valorizado pela inteligência, pela integridade e pela sensibilidade. Para o adolescente que não se reconhecia nos padrões de beleza e desempenho, Héricles funcionava como uma figura reconfortante, uma prova de que havia espaço para os diferentes.
COMENTÁRIOS DE JEFFERSON EDUARDO:
“PARA ESCLARECER: EU IREI TER DE SEPARAR ESTA MATÉRIA, PELO MOTIVO PARA QUE EU POSSA APROFUNDAR NO CONTEÚDO E AINDA ASSIM DEIXAR O CONTEÚDO ORGANIZADO PARA OS LEITORES.
MUITO BEM, VOLTAREMOS A COMENTAR SOBRE MALHAÇÃO, DESTA VEZ COM UM PERSONAGEM TÃO GRANDIOSO QUANTO O MESTRE DADO, O HÉRICLES É UM DOS PERSONAGENS QUE FEZ DESSA NOVELA UMA OBRA DE ARTE BRASILEIRA.
ELE É TAMBÉM, UMA DAS INSPIRAÇÕES PARA DESENVOLVER ESTE SITE, GRAÇAS AO TRABALHO DE HÉRICLES NA REVISTA BUXIXO, ESSE ENCICLOPÉDIA HUMANA DA GRÉCIA ANTIGA, É UM DOS RESPONSÁVEIS PELA CRIAÇÃO DESTE CONTEÚDO. ENTÃO GOSTARIA DE ANTES DE MAIS NADA, DEIXAR MEU AGRADECIMENTO A ESSA INCRÍVEL OBRA E A ESSE INCRÍVEL ATOR DANTON MELLO PELA PERFORMANCE ÉPICA DIGNA DE SER CHAMADA DE UM DOS GRANDES TRABALHOS DE HÉRICLES.
A PRESENÇA DELE NA TRAMA ERA DE UMA IMPORTÂNCIA MAGNÍFICA, MOSTRANDO SEU CARÁTER E COMPROMETIMENTO COM SEUS IDEAIS QUE DAVA INVEJA A ALGUNS DOS ALUNOS DA ACADEMIA, PRINCIPALMENTE ROMÃO E MOCOTÓ.
SOBRE A PRIMEIRA TEMPORADA, PODEMOS PERCEBER QUE HÉRICLES ERA O PROTAGONISTA DE MALHAÇÃO E FEZ BEM O SEU PAPEL DE PROTAGONISTA. COM BASE NO PRIMEIRO EPISÓDIO EM QUE ELE APARECE, SENDO CONTRATADO COMO AUXILIAR ADMINISTRATIVO, APÓS RECONHECER O CHEIRO DE MORCEGO, E RETIRÁ-LO DA ACADEMIA, E PELA “INDICAÇÃO” DO NOSSO GRANDE NABUCODONOSOR “NABUCO” PEREIRA (JOHN HERBERT), UM OFICIAL REFORMADO DO EXÉRCITO QUE SERVIA JUNTO DO PAI DE HÉRICLES NA FRONTEIRA.
SOBRE A SEGUNDA TEMPORADA, MESMO COMO PAPEL SECUNDÁRIO DENTRO DA OBRA, HÉRICLES CRIOU UM DESENVOLVIMENTO PERFEITO COM OS PERSONAGENS, TANTO COM MARIA CANDELÁRIA, COM O HUGO E COM O ANTAGONISTA, RAUL (BAD BOY).
A TRAMA ROMÂNTICA DE ALEX COM HÉRICLES FOI UMA DAS MAIS MEMORÁVEIS PARA MINHA PESSOA, POIS PASSOU POR VÁRIAS ETAPAS QUE A CADA VEZ, PARECIA MAIS E MAIS DESENVOLVIDA, ATÉ CHEGAR AO PLOT NO FINAL, ONDE ALEX “DESTRÓI” TUDO QUE HÉRICLES HAVIA CONSTRUÍDO NO RIO DE JANEIRO.
ESSA É A PARTE ONDE ELE “CRIA ANTICORPOS” E MUDA A SUA PERSONALIDADE, AO PASSAR POR UMA “DEPRESSÃO” COM OS ACONTECIMENTOS, ELE ACABA TENDO O AMPARO DE TODOS OS SEUS COLEGAS DE ACADEMIA PARA REERGUER SUA VIDA.”.
Eu sou um fã de longa data, e como acontecia com a maioria das pessoas, não consegui acompanhar todos os episódios em sequência. Dito isso, como homenagem aos 30 anos de Malhação, irei criar matérias sobre os personagens, antes de criar sobre os próprios episódios. Prometo melhorar com os próximos. E gostaria do retorno de vocês para comentar e interagir, pois foi para isso que criei esse site.
Meu nome é Jefferson Eduardo da Silva Nunes, este é o meu espaço criado de fã para fã, através da plataforma Blogger. As temporadas de Malhação estão disponíveis no catálogo da Globoplay.

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